ANICT

Towards a sustainable research career with progression based on merit

ANICT solicita à FCT correção da taxa de aprovação dos projetos IC&DT de 2020 para os 5,3%

Tendo sido recentemente divulgados os resultados do último Concurso de Projetos IC&DT em todos os domínios científicos, a direção da ANICT constatou que, uma vez mais, a FCT está a emitir comunicados que, apesar de informativos, tentam mascarar a verdadeira taxa de aprovação das candidaturas, dando ênfase a indicadores ilusórios. O mesmo aconteceu em  comunicados passados relativos ao CEEC, que aliás, despoletaram algumas reações por parte da comunidade científica. Se no passado a taxa de aprovação de apenas 8,2% das candidaturas submetidas já anunciava o grave e insustentável problema que estamos a viver na comunidade científica nacional, a atual taxa de aprovação de apenas 5,3% dos projetos elegíveis submetidos (a mais baixa desde que há registos públicos no site da FCT), é outro indicador que demonstra claramente que caminhamos para a implosão do sistema científico e tecnológico nacional, e que reforça a urgência de repensar a forma de gerir a atividade científica em Portugal. 

Assim, a direção da ANICT considera que a FCT, como agência fundamental para o desenvolvimento da atividade científica em Portugal, presta um mau serviço à comunidade científica, quando tenta mascarar este grave problema de falta de financiamento crónico à ciência Portuguesa. 

A ANICT considera que a FCT deveria reconhecer que apenas 5,3% dos projetos submetidos vão ser financiados, o pior resultado em 20 anos, garantindo assim financiamento para os próximos 3 anos a apenas 5,3% das equipas de investigação em Portugal. Esta taxa de aprovação historicamente reduzida, coloca um impedimento no desenvolvimento de muitos projetos com elevada classificação (com mérito internacional). Desta forma, a ANICT enviou um ofício à FCT solicitando que:

(i) seja corrigida a informação publicada no site da FCT;

(ii) sejam tomadas medidas de reorganização dos fundos disponíveis, de forma a não excluir a quase absoluta totalidade das equipas de investigação de poderem desempenhar as suas funções.

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