ANICT

Towards a sustainable research career with progression based on merit

Monthly Archives: December 2013

Concurso Investigador FCT

Na sequência de reunião tida ontem com a FCT, tivémos oportunidade de denunciar várias inconsistências e avaliações incompetentes que nos foram sendo reportadas por vários membros. A FCT já reconheceu a existência dessas situações, especialmente candidaturas que foram classificadas por avaliadores que manifestamente não estavam em condições de as avaliar. Queríamos assim fortemente recomendar que todos os que estão nesta situação ou numa situação de inconsistência de avaliações (notas muito discrepantes), contestem a avaliação também em base científica.
Temos o compromisso da FCT que essas situações serão detalhadamente consideradas e garantimos também dentro das nossas possibilidades que acompanharemos esse processo o mais perto possível. Queremos garantir que todas as candidaturas mal avaliadas, que recebam após re-avaliação nota superior a 7 sejam igualmente consideradas imediatamente para financiamento.

Ontem enviámos um press release sobre este assunto. A ANICT tem assumido em todas as situações uma atitude construtiva na certeza de que muito está ainda por fazer. Sabemos no entanto que subsistem muitos problemas por resolver e que os concursos podem ser substancialmente melhorados. Adotámos mais uma vez neste caso esta atitude e esperamos fortemente que candidaturas excepcionais que não foram consideradas para financiamento, o possam vir a ser após este período de contestação. Colocar em causa este concurso na sua totalidade e eventualmente o concurso do próximo ano seria a nosso ver bastante danoso. Estamos ainda a fazer todos os esforços para que no próximo concurso (previsto para o inicio do próximo ano) se possam eliminar de uma vez por todas os problemas verificados este ano.

Direção da ANICT

PRESS RELEASE – Concurso Investigador FCT 2013

PRESS RELEASE

Concurso Investigador FCT 2013

A Associação Nacional de Investigadores em Ciência e Tecnologia (ANICT) reuniu hoje, dia 17 de Dezembro de 2013, com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), em Lisboa, tendo discutido vários aspetos referentes ao concurso Investigador FCT 2013 e à recente divulgação de resultados. A ANICT pôde confirmar junto da FCT os procedimentos relativos ao processo de avaliação e seriação dos candidatos e esclarecer algumas questões surgidas aquando da comunicação de resultados. A ANICT confirma o comunicado de 6 de Dezembro de 2013 sobre este concurso, reafirmando que este decorreu de acordo com o regulamento publicado. Foram adotados neste concurso procedimentos similares aos utilizados em concursos internacionais que são considerados como modelo. Estes procedimentos tiveram como principal objetivo seleccionar para o Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN) investigadores com elevado mérito e potencial de desenvolvimento científico. Para a seriação dos candidatos foi adotado um procedimento baseado num painel internacional de investigadores de reconhecido mérito científico e incontestável idoneidade (constituição dos paineis disponivel para consulta no sítio da FCT) que classificaram os candidatos com base em pareceres externos de peritos nacionais e estrangeiros, nas áreas científicas que receberam candidaturas. De referir ainda que a seleção dos candidatos foi feita independentemente das áreas científicas e teve como único critério a excelência científica. Um esclarecimento adicional pode ser encontrado no website da ANICT.

Não pode a ANICT deixar de condenar veementemente e de se afastar totalmente de algumas posições recentemente tomadas por várias entidades contra este processo e contra os procedimentos de avaliação e seriação adotados. Os motivos apresentados são arbitrários, infundados e injustificados colocando em causa a legalidade deste concurso podendo levar no limite à sua anulação. Estamos em total desacordo com esta estratégia e consideramo-la extremamente lesiva para todos. Lamentavelmente, estes pressupostos têm vindo a ser repetidos em vários meios de comunicação social, mesmo partindo de premissas erradas. Uma potencial anulação do concurso conduzirá seguramente à emigração, ao não retorno e ao impasse na atividade de muitos investigadores que viram as suas candidaturas aprovadas. Neste cenário, todos os contratos ficariam suspensos até resolução do litígio, o que, em termos práticos, resultaria na impossibilidade de utilização de verbas de 2013, e consequente utilização de verbas do Orçamento de Estado de 2014. Na prática o número de investigadores inicialmente estipulado para 2013 e 2014 reduzir-se-ia fortemente. Para além disso, a maioria dos investigadores aprovados neste concurso serão seguramente concorrentes repetentes aos próximos concursos juntamente com todos os outros.

A ANICT na altura própria, deixou recomendações à FCT no sentido de melhorar alguns aspetos relacionados com este e outros concursos, mas infelizmente alguns problemas verificados no passado, por exemplo os problemas na plataforma informática de comunicação dos resultados, não foram ainda resolvidos.

Acrescentamos ainda que em algumas situações houve uma incompleta avaliação por parte de avaliadores externos que não eram especialistas na área da candidatura. Todos os candidatos que se sintam lesados na avaliação da sua candidatura poderão e deverão apresentar a reclamação nos termos legais e nos prazos legalmente exigíveis. Estamos seguros que candidaturas verdadeiramente excepcionais passarão esses filtros e verão a sua situação resolvida, tal como aconteceu em 2012.

Gostaríamos ainda de referir que a FCT comunicou o alargamento do prazo de apresentação de contestação em audiência prévia, tendo agora os candidatos um período adicional de 10 dias úteis após receberem a documentação que solicitarem relativamento ao seu processo de avaliação (este pedido deverá ser feito dentro dos primeiros 10 dias úteis conforme o regulamento).

Finalmente, gostaríamos ainda de reafirmar que embora seja de salutar a existência deste tipo de concurso aberto com periodicidade anual, existem ainda várias lacunas no SCTN no que respeita aos investigadores (nomeadamente o insuficiente número de posições abertas nos concursos Investigador FCT) e às suas carreiras. Neste contexto a ANICT na sequência de uma solicitação da Secretaria de Estado da Ciência produziu e entregou um documento intitulado “Parecer da ANICT sobre a revisão da Carreira de Investigação Científica” que reúne reflexões sobre modificações necessárias para o estabelecimento de uma Carreira de Investigação sustentável em Portugal.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2013

A Direção da ANICT

Parecer da ANICT sobre a revisão dos estatutos da carreira de investigação

A Secretaria de Estado da Ciência solicitou à ANICT um parecer sobre a eventual revisão dos estatutos da carreira de investigação cientifica em Portugal. O documento encontra-se disponível para consulta pública aqui.

Maria Mota (IMM) is the winner of “Prémio Pessoa 2013”

You are probably aware that this year Pessoa prize (“Prémio Pessoa 2013”) was given to Maria Mota (IMM) for her research on the mosquito-borne infectious disease malaria.

ANICT wishes to congratulate Maria Mota for this achievement!

See a more at http://www.publico.pt/ciencia/noticia/premio-pessoa-2013-atribuido-a-1616177

ANICT

GraPE – 2° Fórum de Graduados Portugueses no Estrangeiro (21 de Dezembro de 20 13 no Museu de Serralves)

ANUNCIO

O GraPE – 2° Fórum de Graduados Portugueses no Estrangeiro – vai ocorrer no próximo dia 21 de Dezembro, no Museu de Serralves, no Porto. As inscrições estão abertas até dia 16 de Dezembro no site do evento — http://grape.pt — onde podem também consultar o programa do mesmo.

O evento, uma organização conjunta da PARSUK (estudantes e investiadores portugueses no Reino Unido), a PAPS (Organização Portuguesa de Pós-graduados nos Estados Unidos ) e a AgraFr (Associação Portuguesa de Graduados em França), tem como tema “Migrações científicas: Ir e voltar” e pretende focar-se em tópicos como:
1. qual a vantagem competitiva que um período de qualificação no estrangeiro confere na integração no mercado de trabalho português;
2. como podem os portugueses no estrangeiro contribuir para o crescimento da sociedade portuguesa;
3. que soluções e incentivos são necessários para garantir o retorno da emigração qualificada?
Estes temas serão introduzidos e discutidos pelos oradores, que incluem o professor Carlos Fiolhais, a deputada europeia Maria da Graça Carvalho e o Sr. Secretário de Estado do ensino superior José Ferreira Gomes, entre outros.

Não se esqueçam de se registarem quanto antes e ficamos à vossa espera no GraPE.