ANICT

Towards a sustainable research career with progression based on merit

Questionário: Haverá lugar na carreira para o “Investigador Júnior?”

Vinte anos depois de ter sido publicado, o Governo prepara-se para propor remodelações ao Decreto-Lei 124/99, que rege a carreira de investigação científica. O panorama científico nacional atual é muito distinto do existente na altura e, portanto, justifica-se uma revisão à carreira de investigação científica.

posicoes carreira

A recente lei, que abriu os contratos de trabalho a termo para os antigos bolseiros de pós-doutoramento, não está a considerar estas posições com necessidades permanentes, ou seja, de carreira. A ANICT pretende averiguar as opiniões dos investigadores nacionais em relação a este assunto, e para tal está a levar a cabo um questionário nacional, que convidamos todos os investigadores, doutorados ou não doutorados, a responder. Convidamos também a partilhar esta informação com todos os investigadores que conhecer. A ANICT agradece a participação de todos neste esforço. 

Convocatórias de Assembleias Gerais

Convocam-se todos os associados da ANICT – Associação Nacional de Investigadores em Ciência e Tecnologia para uma Assembleia Geral a realizar no dia 22 de abril de 2019 pelas 17:30, no Pavilhão do Conhecimento, Largo José Mariano Gago, 1990-071 Lisboa, com a única ordem de trabalhos: alteração dos estatutos da ANICT.

 

Convocam-se todos os associados da ANICT – Associação Nacional de Investigadores em Ciência e Tecnologia para uma Assembleia Geral a realizar no dia 22 de abril de 2019 pelas 17:40, no Pavilhão do Conhecimento, Largo José Mariano Gago, 1990-071 Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:
– aprovação do relatório de contas e atividades entre Fevereiro-Março de 2019
– alteração do regulamento interno da ANICT
– alteração do regulamento eleitoral da ANICT

 

A presidente da mesa da Assembleia Geral,
Cláudia Botelho

Opinião: Precariedade na Ciência, uma realidade que Governo e reitores não podem ignorar

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Colóquio Políticas Científicas

cartaz vF

A ANICT participa na organização do colóquio Políticas Científicas, que irá decorrer no próximo dia 4 de Abril,, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Para mais informações clique aqui.

Carreiras e emprego científico – a tendência da evolução em Portugal e na Europa

Na passada sexta-feira, 22 de Fevereiro, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior promoveu o simpósio “Ciência, inovação e ensino superior em Portugal:
Um ano depois da avaliação pela OCDE”. A ANICT participou na mesa redonda subordinada ao tema “Carreiras e emprego científico – a tendência da evolução em Portugal e na Europa”.

O ponto de partida da discussão foi o relatório recentemente publicado pela OCDE. Uma análise ao extenso documento permite verificar que vários dos problemas identificados pela OCDE estão incluídos no “Plano para a Excelência na Investigação” da ANICT, em 2012. Algumas das propostas apresentadas são bastante coerentes mas, no que diz respeito às carreiras de investigação e ao emprego científico, o relatório da OCDE peca por ter sido muito pouco inovador nas soluções apresentadas.

Em particular, o relatório da OCDE faz uma breve menção ao DL 57/2016 e Lei 57/2017, afirmando como positivo a necessidade de eliminar o uso abusivo das bolsas para os investigadores pós-doutorados. Por outro lado, o relatório é muito crítico na solução apresentada (norma transitória) e considera irrealista a percepção que se dá aos Investigadores Júniores de que todos poderão entrar nos quadros das universidades, no final do prazo de 6 anos. O relatório da OCDE segue, no entanto, o atual discurso político (quer por parte das instituições, quer por parte do governo), assumindo que a entrada na carreira se fará maioritariamente (ou exclusivamente) no lugar de professor ou investigador auxiliar.  A visão que prevalece é que a posição do Investigador Júnior não corresponde às necessidades permanentes das instituições e, portanto, apenas se consideram contratos a termo até ao máximo de 6 anos. A OCDE sugere que os investigadores doutorados devem apostar em carreiras fora da academia.

A ANICT considera esta visão muito redutora e defende que a posição equivalente ao Investigador Júnior (antigos bolseiros de pós-doutoramento) deve considerar  contratos a termo e sem termo (posições de quadro). Tendo em conta a proposta do governo, de revisão do DL124/99, que rege a carreira de investigação científica, a ANICT considera urgente abrir o debate que pretenda responder a esta questão: haverá lugar na carreira para a posição equivalente ao Investigador Júnior?

A direção da ANICT compreende que este é um assunto eventualmente fraturante. Neste sentido, a ANICT irá lançar um questionário nacional para averiguar a opinião da comunidade científica em relação a este tema e irá também organizar um debate, convidando representantes de todos os sectores envolvidos na atividade de investigação em Portugal a participar em ambos.

Mais informações serão tornadas públicas brevemente.